© 2019 - Instituto Âmago

Análise do desenho Simpsons - Caipira Cantores

Atualizado: 24 de Jun de 2019

Episódio 14 da 18° temporada - A personagem Lisa Simpson. Portanto, dentro das análises propostas, conclui-se que a personalidade de Lisa Simpson está enquadrada na concepção de Superego, pertencendo à subestrutura "Ego ideal". Rosana Silva Julio Soares

Lisa tem 8 anos, é a filha do meio de Homer Simpson e de Marge Bouvie, irmã de Maggie Simpson e de Bart Simpson. É muito inteligente, e tem o senso de dever moral e a ética como marcas de sua personalidade, embora este comportamento exija dela um grande sacrifício pessoal, colocando-a na posição de menina solitária, por não ser compreendida por seus colegas de escola ou pelos adultos da cidade. Se entristece profundamente quando é humilhada, e nos momentos em que se sente deprimida, sua companhia é o saxofone, no qual toca seu estilo de música favorito: jazz.


Aspectos de personalidade

A concepção de Freud de que não haveria ego no recém nascido, tem sido refutada e substituída pelo suposto de que o ego é inato e age desde o nascimento.


Superego é descrito por Freud como uma instância psíquica que, separando-se do ego assumiu as funções de juiz, representante moral, legislador de leis e proibições de transgressões.


Em 1914, a expressão "ideal do ego" foi empregada por ele como uma formação intrapsíquica relativamente autônoma, para apreciar as realizações de seus próprios ideais. É a imagem interior de si mesmo da maneira como almeja ser, ou seja, ele se comporta de acordo com as crenças advindas de sua própria concepção de acertividade. É também uma característica destes indivíduos a tendência a episódios de depressão e mudanças de humor.


Conclusão

A personagem Lisa possui um senso moral elevado, e o episódio em questão, não diferentemente de todos os outros em que participa seu personagem, demonstra os princípios éticos com os quais confronta grande parte da população local, arraigada no sistema capitalista, não obstante ser apenas uma menina em busca de sua felicidade. Seu comportamento se origina em seu interior, ou seja, de sua própria visão da realidade, visto que sua família não parece ser para ela um exemplo moral a ser seguido.


Portanto, dentro das análises propostas, conclui-se que a personalidade de Lisa Simpson está enquadrada na concepção de Superego, pertencendo à subestrutura "Ego ideal".


"A personalidade de Lisa exalta a sabedoria e sua “moral é formada através de reflexões pessoais sobre os temas da vida (ajudar os outros, comprometimento, honestidade, justiça, etc.)” (PINSKY, 2005, p. 53).


"A moralidade de Lisa é oriunda de uma reflexão precoce sobre os grandes temas da vida moral: ser honesto, ajudar aqueles em necessidades, compromisso com a igualdade humana e a justiça. Lisa nos mostra como é difícil, às vezes, viver segundo esses princípios diante dos levianos compromissos convencionais com status quo. Isso aponta para outra característica central da moralidade, de acordo com Kant. A moralidade é, em essência, determinada internamente. Ela desperta da reflexão pessoal, e não das convenções sociais externas ou de ensinamentos religiosos autoritários. Ela envolve clareza e consistência nos princípios pelos quais uma pessoa viva [sic] sua vida." (LAWLER, 2005 p. 147).

Referências bibliográficas:

173 visualizações